É por isso...
Enclausuro-me num sítio qualquer e contemplo o vazio. Procurei uma razão durante todos estes dias. Tentei encontrá-la em cada um dos muitos olhares que se cruzaram com o meu. Julgaram-me por isso. Portanto, o meu corpo experimentou muitas sensações que eu já não tinha o ‘privilégio’ de sentir há muito. Tenho vivido muitas coisas, é verdade. Tenho sentido a vida a passar-me pelos dedos sem a poder travar. Tenho rido, tenho chorado, tenho contemplado, têm-me magoado. Ninguém compreende porque choro, porque respondo mal ou porque ando impaciente. Nem eu compreendo. Tenho-me sentido num sítio oposto àquele em que estou, tenho sentido que não pertenço aqui – nem a lugar nenhum.
Choro porque sou invisível. Choro porque sou motivo de conversas. Choro porque não consigo sentir o que querem que eu sinta. Choro porque não sei de todo lidar com os ciúmes que sentem por aquilo que mais amo. Choro porque cobiçam aquilo que não tenho. Pensando bem, não sei porque choro.
É nestes momentos, que vem a revolta. O sentimento de impotência em relação a um presente que não se quer, a um passado que se ambiciona esquecer e a um futuro que se anseia viver. Há a alegria momentânea que sinto quando aquelas pessoas conseguem fazer-me sorrir e dar uma gargalhada. Há o medo. Há a paz. Há também a dor. E há, certamente, a razão. A razão que desconheço. E é por isso que me isolo, que me revolto, que mostro ser quem não sou e que viro o meu lado mau para fora, atingindo tudo e todos sem poder de o evitar. Há também aqueles pequenos momentos mágicos; não duram mais do que segundos (talvez menos do que isso).. mas são eles que me dão segurança e força para continuar. É a isso que me tenho agarrado. Porque já não chega o toque. Já não chega o som. Preciso apenas da razão, do motivo. Preciso de saber o que faço aqui e porque estou aqui. Tenho pensado nas minhas decisões. Concluo que não são as mais acertadas. Tenho pensado no futuro, embora não o queira fazer. Tenho pensado nas pessoas com quem me relaciono e no que essas relações provocam noutras pessoas, gerando um caos de sentimentos ou de... ressentimentos. Acabo por concluir também que não sou nada. Que não quero nada. Que tenho quase tudo o que ambiciono, porém. Acabo por perceber que nada faz sentido aqui. Sinto-me minúscula, invisível. Projectei tudo o que havia a projectar. Lutei pelo que havia a lutar. Construí o que tinha de ser construído. Vivi o que tinha de ser vivido, mas não estou segura de que conheci quem deveria ter conhecido. É por isso que choro. É por isso que deprimo. É por isso que me fecho e não deixo que me toquem. É também por isso que não passo um dia sem mostrar (nem que seja a mim mesma) a minha tendência pseudo-deprimente, já não passo um dia sem me magoar a mim mesma. É só por isso... porque nada faz sentido, porque não sei quem sou, porque não quero estar.
Choro porque sou invisível. Choro porque sou motivo de conversas. Choro porque não consigo sentir o que querem que eu sinta. Choro porque não sei de todo lidar com os ciúmes que sentem por aquilo que mais amo. Choro porque cobiçam aquilo que não tenho. Pensando bem, não sei porque choro.
É nestes momentos, que vem a revolta. O sentimento de impotência em relação a um presente que não se quer, a um passado que se ambiciona esquecer e a um futuro que se anseia viver. Há a alegria momentânea que sinto quando aquelas pessoas conseguem fazer-me sorrir e dar uma gargalhada. Há o medo. Há a paz. Há também a dor. E há, certamente, a razão. A razão que desconheço. E é por isso que me isolo, que me revolto, que mostro ser quem não sou e que viro o meu lado mau para fora, atingindo tudo e todos sem poder de o evitar. Há também aqueles pequenos momentos mágicos; não duram mais do que segundos (talvez menos do que isso).. mas são eles que me dão segurança e força para continuar. É a isso que me tenho agarrado. Porque já não chega o toque. Já não chega o som. Preciso apenas da razão, do motivo. Preciso de saber o que faço aqui e porque estou aqui. Tenho pensado nas minhas decisões. Concluo que não são as mais acertadas. Tenho pensado no futuro, embora não o queira fazer. Tenho pensado nas pessoas com quem me relaciono e no que essas relações provocam noutras pessoas, gerando um caos de sentimentos ou de... ressentimentos. Acabo por concluir também que não sou nada. Que não quero nada. Que tenho quase tudo o que ambiciono, porém. Acabo por perceber que nada faz sentido aqui. Sinto-me minúscula, invisível. Projectei tudo o que havia a projectar. Lutei pelo que havia a lutar. Construí o que tinha de ser construído. Vivi o que tinha de ser vivido, mas não estou segura de que conheci quem deveria ter conhecido. É por isso que choro. É por isso que deprimo. É por isso que me fecho e não deixo que me toquem. É também por isso que não passo um dia sem mostrar (nem que seja a mim mesma) a minha tendência pseudo-deprimente, já não passo um dia sem me magoar a mim mesma. É só por isso... porque nada faz sentido, porque não sei quem sou, porque não quero estar.
É também por tudo isto que me sinto na obrigação de agradecer às 5 pessoas que me têm compreendido e apoiado, porque é devido a elas que ainda me mantenho aqui. Atribuo as culpas deste texto sem qualquer sentido à adolescência e também a uma crise que começou na aula de Matemática quando compreendi que sabia resolver os tão complicados exercícios a que fui sujeita (MILAGRE!!)! Por todos estes aspectos, talvez seja melhor acabar por aqui com este blog.
3 Comments:
LindO =')
Sabez q to aqi ne' ? ..Eu sei q tu sabez i sei q n te esqecez ..
Apoio te i compreendo te.. i essaz 5 pessoaz so' fazem o q lhez compete .. sabez pq ? pq Goztam de ti * N te esqeçaz disso
!
Catarina, qerida (:
acabar o blog, pq? discordo completamente.. Isto aqi e' teu, dizes o q te apetece, qer as pessoas gostem ou nao. E' uma coisa tua!
Só deves 'dar de ti' a qem merece e a qem te trata bem.. apenas isso (:
Sabes q eu te compreendo :O
e agradeço-te por me teres compreendido nestes ultimos tempos :D
Beijinho qerida!*****
eu amo o teu blog, não podes acabar com ele! -.-'
Qem é invisivel nao é motivo de conversas. Qem fala mal e diz q nao gosta, gosta demais ! Dor de corno é muitissimo lixada -.-'
Nao temos q tentar seqer atingir as espectativas dos outros, mas sim as nossas ! Se nao sentes o q qeres q sintam, é porqe sentes outras coisas certamente mais importantes, e para estares bem com os outros ha q primeiro estar bem connosco proprios..
tens 16 anos, certamente q nao viveste tudo o q tinhas a viver nem construiste tudo o q tinhas a construir. tens uma vida pela frente, qer te agrade, qer nao. hão de haver muitas coisas más, hás-de chorar muitas mais vezes e hão de existir mais momentos daqeles, q só duram segundos mas q valem por muitas horas (:
E há coisas q valem a pena.. a vida nao merece ser vivida, nós é q a merecemos viver !
Beijinhos, prima ! Gosto muito de ti :D *
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