ESS em manifestações!
Quando acordei para estudar cápsulas de Bowman e glomérulos de Malpighi, não me passava pela cabeça aquilo que iria acontecer cerca de uma hora e meia depois. No autocarro podre rumei à escola como faço todos os dias e deparei-me com dezenas de alunos concentrados no exterior do estabelecimento de ensino, o que não é muito habitual, e o portão fechado a cadeado e albergando um sinal de stop. A greve tinha chegado a Silves, um dia depois do que estava planeado.
Fui surpreendida. Tinha teste e queria fazê-lo mas pretendia defender a minha opinião e lutar pelos meus direitos enquanto aluna. Não concordo com as aulas de substituição. E não é pelo facto de aproveitar essas horas para ‘fazer nada’ mas sim porque não tem qualquer utilidade estar com um professor que não nos esclarece duvidas e que nos ‘obriga’ a estar numa sala a resolver fichas ou a jogar à forca – estou no 11º ano! Também não estou de acordo com os exames de Matemática A e B e Português A e B num só exame, porque alguém sai daqui prejudicado. Mas sou uma mera aluna sem qualquer poder para fazer seja o que for. Ou pelo menos, era essa a minha opinião.
O facto de tudo começar com uma folha quadriculada e uma caneta cor-de-laranja que possuía o slogan “Abaixo a opressão, não às aulas de substituição” é talvez o mais surpreendente no meio de tudo isto. O facto é que rapidamente se arranjaram cartazes com slogans muito mais atractivos como “Substituição só da Ministra da Educação” ou "Nós só queremos a ministra para a rua" e se começou a gritar em uníssono e a saltar ao som de frases revolucionárias e originais.
Incentivados pelos próprios professores a não ir ás aulas decidimos ficar por ali a mostrar o desagrado perante esta situação que se arrasta há já mais de um mês. Intriga-me tudo o que se está a passar e com esta situação há uma questão que paira na minha cabeça sem qualquer hipótese de resposta: “Afinal, a ministra quer ajudar-nos a ter boas notas ou quer prejudicar-nos e dificultar a vida daqueles que serão o futuro de Portugal?” Pois a minha singela opinião inclina-se, indubitavelmente, para a segunda suposição.
Revoltados mas unidos contra esta situação, for
mamos cordões humanos e revoltamo-nos quando decidiram cortar as correntes e abrir o portão da escola, que teimamos em manter fechado. Preferindo levar faltas a assistir às aulas, o nosso esforço foi tão grande e tão sentido que os meios de comunicação compareceram na nossa escola para dar uma pouco mais de veracidade e significado a esta situação.
No ‘fim’, exaustos e sem voz, concentramo-nos em grupos e debatemos a situação. Percebemos que o nosso esforço conseguiu ir mais além do que esperávamos e orgulhamo-nos disso. Gostaríamos que não fosse necessário ter de repetir atitudes destas para a... senhora ministra compreender o nosso desagrado. A secundária não é obrigatória e seria muito bom que fosse percebido que em vez de estar a tornar-nos indivíduos melhores, ela está a semear a revolta.
Fui surpreendida. Tinha teste e queria fazê-lo mas pretendia defender a minha opinião e lutar pelos meus direitos enquanto aluna. Não concordo com as aulas de substituição. E não é pelo facto de aproveitar essas horas para ‘fazer nada’ mas sim porque não tem qualquer utilidade estar com um professor que não nos esclarece duvidas e que nos ‘obriga’ a estar numa sala a resolver fichas ou a jogar à forca – estou no 11º ano! Também não estou de acordo com os exames de Matemática A e B e Português A e B num só exame, porque alguém sai daqui prejudicado. Mas sou uma mera aluna sem qualquer poder para fazer seja o que for. Ou pelo menos, era essa a minha opinião.
O facto de tudo começar com uma folha quadriculada e uma caneta cor-de-laranja que possuía o slogan “Abaixo a opressão, não às aulas de substituição” é talvez o mais surpreendente no meio de tudo isto. O facto é que rapidamente se arranjaram cartazes com slogans muito mais atractivos como “Substituição só da Ministra da Educação” ou "Nós só queremos a ministra para a rua" e se começou a gritar em uníssono e a saltar ao som de frases revolucionárias e originais.
Incentivados pelos próprios professores a não ir ás aulas decidimos ficar por ali a mostrar o desagrado perante esta situação que se arrasta há já mais de um mês. Intriga-me tudo o que se está a passar e com esta situação há uma questão que paira na minha cabeça sem qualquer hipótese de resposta: “Afinal, a ministra quer ajudar-nos a ter boas notas ou quer prejudicar-nos e dificultar a vida daqueles que serão o futuro de Portugal?” Pois a minha singela opinião inclina-se, indubitavelmente, para a segunda suposição.
Revoltados mas unidos contra esta situação, for
mamos cordões humanos e revoltamo-nos quando decidiram cortar as correntes e abrir o portão da escola, que teimamos em manter fechado. Preferindo levar faltas a assistir às aulas, o nosso esforço foi tão grande e tão sentido que os meios de comunicação compareceram na nossa escola para dar uma pouco mais de veracidade e significado a esta situação.No ‘fim’, exaustos e sem voz, concentramo-nos em grupos e debatemos a situação. Percebemos que o nosso esforço conseguiu ir mais além do que esperávamos e orgulhamo-nos disso. Gostaríamos que não fosse necessário ter de repetir atitudes destas para a... senhora ministra compreender o nosso desagrado. A secundária não é obrigatória e seria muito bom que fosse percebido que em vez de estar a tornar-nos indivíduos melhores, ela está a semear a revolta.
Gostaríamos que esta manifestação, tal como as que têm ocorrido por aí fosse a base de uma mudança. E obrigada Isabelle!
E aproveitem para ver o vídeo da SIC já que a TVI me obrigou a filmar a reportagem com a máquina digital! http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20061031alunosfechamescolaacadeado.htm
"PS. - VOTA LISTA 13!"
